quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conversa com Celso Grisi


Estou postando uma conversa com Celso Grisi, professor da FIPE e da FEA na área de Marketing, ele deu uma boa entrevista ao Estadão tocando vários pontos interessantes.


A entrevista tem como título a elevação do IOF (imposto sobre operações financeiras), mas ele deu um panorama sobre o que vem acontecendo no mundo e falou de muitas coisas que eu falei nos últimos dois posts. Bom vamos pensar sobre as coisas que ele falou nessa entrevista.
Guerra comercial: bom foi dito que o mundo está em uma guerra comercial, onde todos querem exportar. Mas por que todos querem exportar? Bom vamos pensar, quando exportamos vendemos a nossa produção para compradores estrangeiros, o que é bom para a nossa economia, pois ela esta sendo estimulada pela nossa demanda interna, ou seja o compradores nacionais, e pela demanda externa.
Para facilitar a nossa exportação queremos a nossa moeda local desvalorizada, eu já expliquei isso em um post anterior (http://politicatalvezeconomica.blogspot.com/2010/10/hipotese-de-formacao-de-bolhas-no-pais.html), mas vale a pena retomar. A moeda local desvalorizada aumenta a nossa competitividade frente aos outros produtos no mercado internacional, pois ela reduz o preço da nossa exportação. Dando mais uma vez o exemplo da soja, imagine que somos um grande exportador de soja e queremos vender nosso produto por R$90,00 a tonelada e US$1,00, vale R$3,00, a nossa tonelada no mercado internacional custará US$30,00, mas se US$1,00 estiver valendo R$2,00, ou seja o real se valorizou a nossa tonelada irá custar US$45,00, dessa forma vamos vender menos soja. Além disso quando formos trocar esse Dólar por Real, nós vamos receber menos Reais, ou seja a renda em Real desse exportador vai diminuir através desses dois fatores.
Bom entendido o por que de uma moeda local valorizada facilitar a exportação, entendemos também o por que de o Brasil estar sendo prejudicado nessa Guerra comercial. Devido ao grande fluxo de capital estrangeiro para o Brasil através das aplicações financeiras o Real se valorizou, o que tornou o produto brasileiro menos competitivo. Mas por que há esse grande fluxo e por que o Real se valoriza com ele?
Vamos por partes, primeiro o grande fluxo se deu devido a arbitragem dos investidores, ou seja a capacidade destes de escolher entre investimentos levando em conta o seu risco e o seu retorno. A taxa de juros dos EUA está muito baixa, ou seja o retorno do investimento nos EUA está baixo. Já no Brasil a taxa de juros é bem alta, a mais alta do mundo, portanto o retorno do investimento é muito maior, fazendo o risco de investir no brasil, que é maior que investir nos EUA valer a pena, assim eleva-se o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil.
Agora que o investidor estrangeiro resolveu investir aqui ele precisa de Reais para fazer isso, ou seja ele vai trocar Doláres por Reais. E o mercado de câmbio como o nome já diz é um mercado, e portanto está sujeito as pressões de oferta e demanda, dessa forma uma maior demanda por Reais eleva o preço deste, fazendo ele se valorizar frente ao dólar. Prejudicando assim a posição do Brasil nessa guerra comercial.
O IOF então vem para barrar um pouco essa entrada de investimentos, agindo sobre o investimento que menos traz benefícios ao país, que é o investimento especulativo de curto prazo, deixando-o mais caro e portanto menos atraente, contribuindo para conter a valorização no câmbio.


Celso Grisi fez comentários sobre a China, mas a maioria destes está no ultimo post que é exatamente sobre a alta dos juros neste país.
Aspectos positivos e negativos do real valorizado: os aspectos positivos citados foram interessantes. O Real valorizado estimula a entrada de produtos importados, é só fazer o mesmo exercício que fizemos com a soja, mas pensando agora no Brasil como o comprador internacional e os estrangeiros como o produtor de soja. Desta forma a indústria brasileira é obrigada a se modernizar para aumentar a eficiência e competir com esse fluxo de importados que são produzidos a custos menores devido à grande eficiência na sua produção. Outro aspecto positivo é que as viagens internacionais e os produtos importados ficam mais baratos, beneficiando nós compradores que temos acesso a bons produtos à preços muito bons.
Ele citou também a possibilidade do Brasil abrir a economia, mas vale lembrar que isso só seria benéfico se a indústria brasileira fosse capaz de competir com a concorrência estrangeira. Pois ai entra o primeiro ponto negativo citado por ele, pois se a indústria brasileira não for competitiva ela não conseguirá enfrentar a oferta externa, o que levará a uma redução na sua produção, produzindo menos ela vai precisar de menos funcionários, ou seja o desemprego irá aumentar e a renda do país vai diminuir o que seria péssimo para o Brasil.
Outro ponto negativo apontado por Grisi é que para comprar Dólar, tentando contra-balancear essa valorização do Real, o Governo emite títulos de dívida pública, pagando juros iguais a taxa selic, e com esse dinheiro compra Dólar que tem uma baixa rentabilidade, aumentando a dívida interna. Mas qual o problema disso? Bom vamos pensar nós pegamos um empréstimo à uma taxa de juros de 10%, assim se pegarmos R$100,00 emprestados temos que pagar R$10,00. Então pegamos esse dinheiro e compramos algo que vai nos render 1% sobre esses R$100,00, ou seja ganharemos R$1,00, uma conta simples nos mostra que vamos dever R$9,00, é por isso que essa operação aumenta a dívida interna brasileira, o que não é benéfico.
Diminuição da selic: outro ponto que eu achei interessante foi a proposta de aumentar a selic para conter esse fluxo de investimentos, o que realmente pode ser bom. Vamos voltar a arbitragem do início, o que levava o investidor a escolher investir aqui era a taxa de juros alta, que fazia valer a pena o risco maior. Diminuindo essa taxa de juros o investimento no Brasil deixa de ser tão tentador e portanto o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil diminui. Mas o que eu mais gostei no comentário foi ele dizer que seria necessário contingenciar o crédito aumentando compulsório bancário. Bom parece que ele ta falando Grego, mas a idéia é simples. Nos últimos tempos parece que no Brasil a unica forma de conter a inflação é a taxa de juros, devido ao mecanismo que eu expliquei nos posts anteriores de que a taxa de juros é o custo de oportunidade do uso da moeda, portanto se ela aumenta, aumenta o o quanto deixamos de ganhar quando consumimos ao invés de investir. Mas essa não é a unica forma de conter o consumo através de política monetária.
Aumentar o compulsório é uma outra forma, vai ser um pouco complicado entendermos, mas vamos lá. Primeiro temos que entender o que os bancos fazem com o dinheiro que deixamos nele. Quando colocamos dinheiro no banco, parte desse dinheiro ele tem que deixar depositado obrigatoriamente em uma conta no Banco Central (esse é o chamado depósito compulsório), e outra parte ele empresta para outras pessoas. Ou seja os bancos também criam dinheiro, pois eles emprestam parte do dinheiro que você depositou, e o tomador desse empréstimo vai depositar o dinheiro no banco, que irá emprestar parte desse dinheiro para outra pessoa e assim vai, esse é o chamado multiplicador bancário. Vamos usar um exemplo, você deposita R$100 no banco, e o depósito compulsório é de 10%, assim o banco deposita R$10,00 e empresta R$90,00 para outra pessoa. Essa pessoa deposita esses R$90,00, então o banco deposita R$9,00 de compulsório e empresta os outros R$81, bom até agora então os seus R$100,00 viraram um empréstimo de R$90,00 e um empréstimo de R$81,00 somando da R$271,00, e assim continua e é assim que os bancos criam moeda.
E como o aumento do compulsório ajuda a conter a inflação. Se aumenta o compulsório essa taxa de criação de moeda fica menor, pois o banco pode emprestar uma parte menor do seu dinheiro, com menos moeda na economia o consumo fica menor e assim a pressão inflacionária também.
Bom espero que tenha simplificado um pouco as coisas. Até mais.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

BC da China eleva taxa de juros pela primeira vez desde dezembro de 2007



http://economia.estadao.com.br/noticias/economa+nternaconal,bc-da-chna-eleva-taxa-de-juros-pela-prmera-vez-desde-dezembro-de-2007,not_39434,0.htm

O Banco central chinês elevou a taxa básica de juros, visando reduzir os estímulos a economia chinesa feitos durante a crise. Vamos voltar um pouco na história para entender o que a China vinha fazendo e o que esta mudando. Devido a crise financeira de 2008 a China (como tantos outros países) temia uma desaceleração econômica aguda, esse temor fez com que o governo chinês adota-se medidas fiscais e monetárias para estimular a economia e evitar que esta "esfriasse". Mas como isso funciona?
Políticas fiscais expansionistas são baseadas nos gastos e na arrecadação do governo, no caso da China um pacote de estímulos fiscais para indústria e uma elevação dos gastos destinados principalmente nos investimentos foram adotados. Ok Ok, mas e o que isso quer dizer? Bom vamos por partes, como se da os estímulos fiscais? O estimulo fiscal seria um corte na carga tributária deixando mais recursos disponíveis para o consumo , por parte dos agentes, e para o investimento, por parte das empresas. Com esse aumento no consumo e no investimento a economia se aquece, pois existe mais atividade na economia impulsionando o PIB; no caso chinês esses estímulos se deram principalmente para as indústrias, que receberam incentivos para investir mais.
Agora vamos pensar nos gastos do governo, na economia os gastos podem vir por parte dos agentes (indivíduos e empresas) e por parte do governo. Bom imagine que o governo gaste mais, ele vai ter que gastar com alguma coisa, ou seja, ele vai injetar dinheiro na economia consumindo produtos vendidos pelos agentes, que irão aumentar a sua renda, que assim vão consumir e investir mais, o que significa que irão comprar produtos, que irá gerar renda para outros agentes, e assim vai, esse é o chamado efeito multiplicador! Portanto essa injeção de dinheiro na economia irá também aumentar a atividade econômica, impulsionando o PIB (vale lembrar que o efeito multiplicador também ocorre quando há corte na carga tributária).
Para completar o pacote ainda temos a política monetária expansionista (ou flexível, ou frouxa, e etc), que é baixar a taxa básica de juros da economia, e como é que isso eleva a atividade econômica? Para entendermos isso precisamos saber o que é uma taxa de juros. A taxa de juros é o preço do uso da moeda. Não entendeu? É mais ou menos assim, você tem dinheiro e você tem que pagar para usar esse dinheiro, você deve estar achando estranho, mas é isso que acontece, porém esse custo não é um custo financeiro normal como estamos acostumados, ele é um custo de oportunidade! Á agora sim eim ficou tudo mais claro! Não? Ok Ok vamos lá, nós consumidores temos duas coisas para fazer com o nosso din din, consumir ou investir e recolhermos juros desse investimento! Portanto qual o custo que nós temos ao consumir? é o juros que deixamos de receber! Por exemplo nós temos R$1000,00 e a nossa economia tem uma taxa de juros de 12%, portanto se usarmos esses R$1000 em consumo estamos deixando de receber R$120 de juros, e esse é o nosso custo de oportunidade de usarmos a nossa moeda no consumo.
Agora podemos entender porque a política monetária frouxa também estimula o crescimento econômico. Funciona assim, o governo baixa a taxa básica de juros, assim o preço de usar a moeda fica menor, então os agentes passam a usar mais a moeda no consumo, aumentando o consumo e assim vai, impulsionando novamente a economia.
Nossa que beleza! Então porque os governos não fazem isso pra sempre? Por que existem efeitos colaterais. Vamos pensar, se nós ganhamos menos e gastamos mais o que acontece? Nós ficamos devendo! Bom é isso que acontece com o governo também, um corte na arrecadação, que são os impostos, ou seja a "renda" do governo e um aumento nos gastos, faz com que a poupança do governo fique menor, ou até mesmo negativa, então o governo tem um déficit orçamentário que pode não ser bom para o país. Outro efeito é a inflação, bom não vou entrar muito em detalhes por que teria que escrever muita coisa, basicamente se o estimulo for além da conta, ou seja o aumento do consumo é maior que o aumento possível na oferta os preços sobem.
Imaginem um vendedor de tomates, e na feira ele vende tomate para 3 pessoas. Inicialmente ele vende um tomate para cada pessoa por R$1. Ele pode aumentar a sua produção em 2 tomates por mês, mas no mês seguinte as pessoas resolvem comprar 2 tomates cada uma, ou seja a demanda está em 6 tomates, mas a produção está em 5. Assim o preço do tomate sobe, pois quem gostar mais de tomate vai oferecer mais para garantir que vai consumir dois tomates, aumentando o preço do tomate.
Então e agora? A economia que parecia estar indo bem, nos da um susto, dando sinais que não gostamos de ver!

Bom o jeito e tomar medidas que vão na direção contrária, como a elevação dos juros, que usa o mesmo mecanismo da baixa do juros, mas na direção contrária. A elevação nos juros aumenta o custo de oportunidade do uso da moeda, que irá desestimular o consumo. Mas será que só essa pequena redução nos juros vai ser suficiente? Provavelmente não, mas temos que esperar para ver.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Hipótese de formação de bolhas no País é preocupante, diz Meirelles

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,hipotese-de-formacao-de-bolhas-no-pais-e-preocupante--diz-meirelles,not_39276,0.htm


O artigo publicado no Estadão, diz que o presidente do BACEN Henrique Meirelles está preocupado com a possibilidade de formação de bolhas de ativos financeiros no Brasil, devido ao excesso de capital estrangeiro no país. Esse é realmente um risco real, mas vamos pensar, qual o motivo disso.
O governo norte americano vem tomando medidas anti-crise para tentar aquecer a economia e fazer o país voltar a crescer. Entre estas medias está o afrouxamento da política monetária pelo FED. Se você não é uma pessoa muito ligada à economia deve estar se perguntado, mas o que é uma política monetária frouxa? Uma política monetária frouxa, é aquela em que o Banco central (nos EUA FED) diminui a taxa de juros básica visando estimular a economia, aumentando os investimentos e o consumo, pois uma taxa de juros menor significa um menor preço de uso da moeda; afinal quanto menor a taxa de juros, menos você deixa de ganhar com juros, se empresta-se o dinheiro que você usou com o consumo. Além disso esta política deixa os empréstimos mais baratos, pois o juros pagos serão menores.
Agora que você já sabe o que é um política monetária frouxa deve estar se perguntando: porque uma política monetária frouxa no EUA pode formar bolhas aqui no Brasil? Para ilustrar isso vamos nos colocar no lugar de um investidor, imagine que temos dois tomadores de empréstimos, um que paga um juros mais baixo, e um que você considera um pouco mais arriscado, mas que paga um juros maior, provavelmente você vai preferir o que paga o juros mais alto, afinal você considera o risco apenas um pouco maior!
É isso que vem acontecendo, a política monetária frouxa norte americana torna o Brasil- um país sólido, com Economia estruturada e em crescimento, que paga uma taxa de juros mais alta-mais atrativo para investimentos. Mas qual o problema disso? Afinal investimento é bom! Sim investimento é bom, mas se esse investimento deixa de ter uma base sólida e passa a basear-se na especulação ele é ruim, e isso é uma bolha, que como qualquer bolha quando estourar vai trazer grandes problemas.
Além disso existe um outro aspecto negativo nesse grande fluxo de investimento, a valorização do câmbio. Para entender esse outro aspecto, vamos pensar no mercado de câmbio, que como todo mercado tem seu preço baseado na oferta e na demanda. Agora imagine um investidor estrangeiro que quer inve
stir no Brasil, como ele é estrangeiro seu capital esta na sua moeda local, digamos Dólar, mas para investir no Brasil ele precisa de Reais, que é a nossa moeda, portanto haverá um aumento na demanda por reais, que se for pequena não vai afetar o preço do real em relação ao Dólar. Mas se for uma grande demanda, como a que esta ocorrendo, o Real ficará mais caro, ou seja ele ficará valorizado em relação ao Dólar. Viva! Importados, viagens internacionais, tudo que tem o preço em Dólar vai ficar mais barato! Yes! Muito bom esse fluxo de Dólares para o Brasil certo? ERRADO!
Vamos pensar porque, o Brasil é um grande exportador, que exporta principalmente commodites,como minério e produtos agrícolas, ou seja a nossa economia depende bastante das nossas exportações, e o Dólar baixo não é bom para esse setor, isso nós lemos muito no jornal, mas porque? Vamos usar nossa imaginação mais uma vez! Imagine agora que so
mos grandes produtores de soja e 1 Dólar vale 3 Reais. Nós vendemos nossa tonelada de soja por 90 Reais, ou seja la fora o consumidor irá pagar 30 dólares, e a esse preço conseguimos vender 100 toneladas, ou seja no final ficaremos com 9.000 reais. Agora o Dólar está custando 2 reais, então o consumidor estrangeiro pagará 45 Dólares, ou seja ele vai pagar mais caro, e portanto irá comprar menos, digamos 80 toneladas. Portanto no final nós vamos ficar com 7200 Reais, ou seja vendemos menos e ficamos com menos dinheiro. Portanto para a economia brasileira o Real muito valorizado não é bom, pois compramos mais produtos importados que estão mais baratos, transferindo mais dinheiro para fora (dependendo dos fundamentos da economia, isso não é ruim, mas não vou entrar em detalhes, o importante é que para economia brasileira é ruim) e vendemos menos, trazendo menos dinheiro para o país.
Em suma a preocupação é válida, pois esse grande fluxo de capital para o Brasil pode trazer ônus a nossa economia, via desestabilização do mercado financeiro, e do encarecimento das nossas exportações tornando-as menos competitivas.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O drible da vaca argentino

A copa do mundo está ai, menos de 20 dias e o país vai mais uma vez parar pra ver a seleção jogar, mas antes da bola rolar tomamos um drible da argentina, mais especificamente tomamos um drible da vaca!
Não é segredo que a os nossos tão queridos e amados hermanos sempre tentam nos passar a perna quando o assunto é comércio (porque quando o assunto é futebol é um pouco mais difícil), entre medidas protecionistas formalmente previstas em acordos internacionais e grandes delongas na emissão de licenças o governo argentino sempre conseguiu puxar a sardinha para o lado deles, mas dessa vez eles nos driblaram e nós nem vimos, quer dizer vimos, mas fingimos que não vimos.
O secretário de comércio interior Guillhermo Moreno (nome de toureiro eim!) proibiu importadores e dirigentes de supermercados de comprar alimentos similares aos da produção local e o pior isso não foi feito por meio de uma ordem escrita e sim através da ameaça de pressões da receita contra os que não seguirem a ordem. Eles tomaram a bola e nós nem vimos acontecer.
Este posicionamento brasileiro vai de encontro à política internacional brasileira que sempre é amena quando o assunto é América Latina. O que me leva a pensar, o presidente Lula como dedos tem peito de menos?